terça-feira, 11 de dezembro de 2012

morder o bico do teu peito
e te sentir fremir como uma folha
num último suspiro que suspende no galho

deixar a lingua deslizar
enquanto cai leve sobre a cama
suas curvas suspensa no toque dos meus dedos

abrir suas pernas
firmando seu quadril no chão
parar meus lábios sobre os seus
e sentir salivar com salivar

duas aberturas e uma fome que consome

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

um toque leve, quase líquido
apenas a textura dos dedos na pele
tecendo seu corpo, num enlevo suave
na mais macia das teias, usurpadora
antecessora do gozo, domesticando o tato

nem lembro quantas vezes, assim
fiz correr sobre a sua pele a minha pele
no mais intímo e infimo dos contatos
te doando o mínimo do meu corpo
no máximo da minha presença

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