toda superfície pesa como chumbo na ponta d´agulha o toque pontisso do viver sem o suficiente
segunda-feira, 18 de abril de 2011
há uma lentidão de bichos nos carros parados na hora do rush como elefantes enfileirados a rugir suas trombas contra o céu numa melódica dança monótona
passos lentos por vez incertos do caminho tateado entre espaços de outros animais pesados subindo uma trombeta lentamente expelindo um som nasal
a calma do bando frente suas cabeças animais com dentes curvados pontiagudos incitando o perigo da selva
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Dormir
Deito na cama
com olhos em punho cerrado
ceú terraço andares vizinhos
cobertor eu
nu e protegido
um lápis que corre
e um desejo desperto.
Assinar:
Postagens (Atom)
Labels
- cesário verde (1)
- cronica (1)
- curitiba (1)
- jornalismo (1)
- leitura (1)
- literatura (10)
- poesia (10)